quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O amor, ensina .



        Ele queria conhecer o mundo, outras culturas e outras pessoas. Ela queria conhecer a sua alma gêmea, seu príncipe encantado ou sua cara metade, como preferir. Ele era muito orgulhoso, um tremendo machista e não acreditava no amor. Ela era sensível, compreensiva e até um tanto ingênua. Se conheceram no inverno da cidade onde ela residia, no frio do momento se fez de desculpa pra ele estender seu casaco nos ombros dela, naquele jeito de quem não quer nada. Timidamente, devolveu-lhe o seu casaco, mas ele muito orgulhoso e visto o estado dela anteriormente, recusou. Ela sem opção aceitou e agradeceu com muito carinho, ele resolveu lhe convidar para ir tomar café na padaria logo ao lado, ela logicamente, aceitou. Perderam a noção do tempo e quando perceberam o sol já não presenciava o amor que ali brotava, então ela se despediu dele e ele com um sorriso involuntário fez o mesmo. Logo após ela sair, ele se lembrou que esqueceu de pegar o seu telefone e no meio da neblina já não era mais possível ver qualquer ser que passava por ali. No entanto, no dia seguinte ele iria voltar a sua cidade, pois iria acabar as suas ferias, então se lamentou por não ter pego o seu numero de telefone. Ela quando lembrou que ele não tinha pego os seus dados, resolveu no dia seguinte ir ao mesmo local de encontro para que assim possam desfrutar de mais uma tarde juntos e nessa noite ela resolveu dormir com o seu casaco, que também havia esquecido com ela. Ele já dormiu com as lembranças dos momentos que passaram juntos, a sua risada, os seus gestos e seu jeito tímido de ser. Apesar deles não se encontrarem no dia seguinte, a esperança de algum dia sentirem novamente aquele sentimento que conheceram junto, o amor, era maior do que tudo. Ambos eram totalmente opostos, no modo de pensar, nos seus gostos ou até mesmo no seu modo de vestir. (...)
     Mas eles tinham apenas uma coisa em comum, o amor, e era isso que os unia, que mantinham com a esperança de algum dia se encontrarem novamente e poderem sentir algo que nunca haviam sentido. Ele aprendeu com ela, que o amor existia, que até mesmo superava barreiras como o tempo ou a distancia e que o mundo na qual ele queria conhecer, era ela, ela era o seu mundo. Ela aprendeu com ele que o amor não era tão perfeito como ela imaginava ser, aprendeu que as pessoas podem até mesmo ser diferentes como são, mas se houver amor, tudo permanece.   
     Agora, se eles vão ou não algum dia se encontrar e desfrutar desse amor incalculavel, isso só o destino poderá dizer, mas se é amor verdadeiro ele permanecerá e atravessará barreiras. Será que então o destino estará ao lado deles? (Gustavo Takeshi)

Um comentário:

Andressa disse...

Parabens meenina adooreeei muiito